Agrodefesa encontra bois mortos e desnutridos abandonados em fazenda de Goiás

Agrodefesa encontra bois mortos e desnutridos abandonados em fazenda de Goiás
Em entrevista à TV Anhanguera, Luziano Carvalho informou que a multa pode chegar a R$ 20 mil. Segundo a emissora, 14 animais morreram.
A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) encontrou pelo menos14 bois mortos e dezenas de animais desnutridos e abandonadosem uma fazenda deJandaia, na região oeste de Goiás. A multa pelocrime ambiental de maus-tratos pode chegar a R$ 20 mil, segundo o delegado Luziano Carvalho, em entrevista à TV Anhanguera.

De acordo com a TV, o rebanho de400 cabeças de gado estava sem acesso à água e pastagem adequada. A polícia investiga o caso, mas ainda não identificou o proprietário dos animais. Os donos da fazenda não são os donos dos animais e não quiseram gravar entrevista. A reportagem não localizou a defesa deles.

A Polícia Civil e juristas consultados pela TV confirmaram que osherdeiros da propriedade não têm responsabilidade penalpela situação do rebanho, cabendo a apuração criminal exclusivamente ao responsável pelos animais.

De acordo com o perito criminal Humberto Moreira, o imóvel rural não dispõe de estrutura adequada para comportar um rebanho desse porte, principalmente durante o período de seca.

"O que foi constatado pela perícia criminal é que aqui não tem estrutura para passar por essa fase de seca. Não foi verificado em nenhum cocho, em nenhum recipiente, a ração necessária para o gado, nem a água necessária. O gado está solto à própria sorte aqui, circulando sem nenhum trato humano. Aqui a gente percebe que está um local abandonado", afirmou.

Segundo a fiscal agropecuária Lorena Rengel, aagência recebeu a denúncia de maus-tratos aos animais pela ouvidoriae chamou a polícia para investigar o caso. A Agrodefesa vai verificar se esses animais estão com sintomas de raiva ou febre aftosa.

De acordo com a TV Anhanguera, a propriedade, denominadaFazenda Terraforte, tem cerca de120 hectarese pertence aos herdeiros da família Ferreira Barroso. Após a morte da mãe dos herdeiros, em junho do ano passado, a terra foi colocada à venda pelo valor deR$ 5 milhões.

A família alegou que o comprador levou as centenas de cabeças de gado para o local em fevereiro, masnão realizou o pagamento acordado pela área, o que deu início a uma disputa na Justiça para a cobrança do dinheiro ou a retirada dos animais.

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