Advogada presa por delegado após reclamar nas redes sociais de arquivamento de boletim desabafa: 'Espero que seja severamente punido'

Advogada presa por delegado após reclamar nas redes sociais de arquivamento de boletim desabafa: 'Espero que seja severamente punido'
O delegado Christian Zilmon Mata dos Santos foi transferido após a prisão da advogada. Caso aconteceu em Cocalzinho de Goiás, no Entorno do Distrito Federal.
A advogada, Áricka Rosália Alves Cunha,presa por um delegado após reclamar nas redes sociaisdo arquivamento de um boletim de ocorrência, desabafou aog1nesta sexta-feira (24).“Espero que ele seja severamente punido”, afirmou. O delegadoChristian Zilmon Mata dos Santos foi transferidodeCocalzinho de GoiásparaÁguas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, após a prisão da advogada.

Og1tentou contato com o delegado Christian, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

A advogada foi presa na quarta-feira (15) e solta horas depois, mediante o pagamento de uma fiança de R$ 10 mil. O delegado Christian afirmou na sexta-feira (17) que ela foi autuada por desacato, mas que também cometeu os crimes de difamação e desobediência.

Áricka contou que chegou a sair da cidade após asuspeita de que o delegado estava monitorando a casa dela com drones.

Aog1,a advogada Áricka disse que precisou de atendimento médico diante de todos os acontecimentos, nesta sexta-feira (24). Após ficar em observação no Hospital Municipal Jair Paiva, a advogada foi liberada e voltou para Cocalzinho.

“Meu corpo sentiu toda a situação. Eu estou no hospital tomando medicação”, contou.

Ilegalidade da prisão

Um parecer do Ministério Público reconheceu a ilegalidade da prisão feita pelo delegado e destacou “vícios insanáveis” na conduta. No processo, o MP destacou que não houve situação de flagrante em relação ao delito de difamação.

O documento pediu o relaxamento da prisão em flagrante, a restituição integral da fiança, o arquivamento do inquérito policial e a devolução de um celular apreendido, pertencente a uma testemunha.

O caso teve início após uma ação promovida pela advogada Áricka no fim de março, em Cocalzinho de Goiás, quando moradores recolheram assinaturas para solicitar serviços de tapa-buraco na cidade. Em vídeo publicado no Instagram, Áricka afirmou que a iniciativa“só foi possível porque a população mostrou sua força”.

Dois dias depois, a advogada protocolou o pedido na prefeitura. Em uma das publicações sobre o assunto, um homem comentou:“Loura idiota. Sabe de nada”. Diante da ofensa, Áricka registrou um boletim de ocorrência na delegacia.

No dia 26 de março, o delegado determinou o arquivamento provisório do registro, alegando que a medida estava sendo tomada até que houvesse um aumento do efetivo de policiais na delegacia.

Diante disso, Áricka pediu o desarquivamento do caso e postou os pedidos nas redes sociais, inclusive os despachos da polícia. As publicações fizeram o delegado ir ao escritório dela, para prendê-la por desacato. Durante os procedimentos, segundo ele, ela teria cometido outros crimes.

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