A mãe do bebê que foi salvo pela melhor amiga dela após umcaminhão desgovernado atingir o bar em que elas estavam, emAnápolis, deixou outros quatro filhos órfãos após morrer no acidente.Eliana da Silva Conceição Oliveira, de 42 anos, dona do bar atingido e que salvou a criança, conhecia a mãe, Bruna Santana de Almeida, de 36, há cerca de 12 anos, contou a tia da empresária, Adélia Jesus, aog1.
Og1não conseguiu contato com a defesa do motorista.
O acidente aconteceu no dia 21 de maio, no bairro Copacabana. Ainda de acordo com Adélia, que conhecia a mulher, Bruna era uma pessoa alegre e muito cuidadosa com os filhos.
José Vaz da Silva, de 84 anos, era pai de Adélia e tio-avô de Eliana. Ele também morreu no acidente. Segundo Adélia, as amigas cuidavam juntas do idoso, que era conhecido como Vovô Zé.
"[Elas estavam] sempre juntas e cuidavam do meu pai, que é o Vovô Zé, que também morreu ali com elas", destacou.
Adélia afirmou que Bruna era separada do ex-companheiro. Og1não conseguiu confirmar com quem ficaram as crianças após o acidente.
Além das três pessoas, Franklin Rangel Silva, de 58 anos, amigo das mulheres e do idoso, também morreu após ter sido atingido pelo caminhão com as demais vítimas.
O acidente aconteceu após umcaminhão descontrolado e atingir o bar, em Anápolis. Segundo o delegado Manoel Vanderic, o motorista deixou o local e foi até a Delegacia Especializada em Investigação de Crimes de Trânsito (Dict) de Anápolis, onde alegou à Polícia Civil que ficou com medo de ser linchado e que o caminhão havia perdido os freios.
"O motorista do caminhão abandonou o local, segundo ele, por medo de ser linchado, e se apresentou na delegacia de trânsito imediatamente. Ele foi ouvido, submetido ao bafômetro que deu zero e, conforme a legislação vigente, ele foi liberado", informou o delegado Vanderic.
Eliana era dona do bar que foi atingido pelo veículo. Ela salvou um bebê de 4 meses, filho de Bruna e afilhado dela, antes de morrer. De acordo com o tenente do Corpo de Bombeiros, Miguel Altura, testemunhas no local informaram que a criança estava no colo da vítima.
O delegado destacou que o veículo foi apreendido e uma perícia foi solicitada para verificar a versão do suspeito, bem como apurar as manutenções do veículo. Segundo ele, caso fique comprovado que houve falha por parte do motorista, ele deve responder por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.
Segundo dados do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), o motorista seguia em liberdade enquanto o caso é investigado até a última atualização desta reportagem.
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