Negociações diretas entreRússiaeUcrânia, sob mediação dosEstados Unidos, estão previstas para novembro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, afirmou nesta sexta-feira (23) o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.
ARússiase mostrou disposta a retomar as conversas de paz, paralisadas desde o início do ano, após uma reunião realizada na quarta-feira (21) entre o presidente russo,Vladimir Putin, e o enviado especial deDonald Trump, Steve Witkoff.
O principal assessor do presidente russo, Yuri Ushakov, afirmou que "o conflito naUcrâniaestá chegando perto do fim", sem dar mais detalhes.
O presidente ucraniano,Volodymyr Zelensky, também manifestou apoio à iniciativa.
Em uma entrevista à TV norte-americana, também na quarta-feira, ele propôs "congelar" a frente de batalha na guerra contra aRússiacomo primeiro passo para iniciar negociações por um cessar-fogo.
Zelensky ainda reiterou que aUcrâniaprecisa participar de qualquer negociação para encerrar o conflito.
"Sempre disse que estamos abertos a negociar em qualquer formato, sobre qualquer tema. Mas não falem sobre nós sem a nossa presença, por favor", afirmou.
Ainda no encontro entre Putin e Witkoff, aRússiaanunciou que começaria em breve a enviar carregamentos de diesel aosEstados Unidos, em um acordo com o presidente americano,Donald Trump. Moscou também informou que libertou um cidadão americano que estava detido no país desde o início da guerra.
O presidente ucraniano também defendeu que um eventual acordo de paz inclua garantias de segurança oferecidas por parceiros internacionais, como osEstados Unidose países europeus.
Segundo Zelensky, essas garantias são necessárias para evitar que a população ucraniana volte a enfrentar a ocupação e a violência.
"Isso permitiria que os ucranianos não tivessem medo de que a ocupação retorne, de que a agressão retorne, de que os assassinatos retornem", disse.
Rússia anuncia negociações trilaterais com Ucrânia e EUA em novembro nos Emirados Árabes
Kremlin se mostrou disposto a retomar as conversas de paz, paralisadas desde o início do ano, após uma reunião realizada na quarta-feira (21) entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff.