Professores se emocionaram após umincêndio destruir um prédio e equipamentos de pesquisada Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Cidade Universitária, na Zona Oeste doRecife(veja vídeo acima). O fogo começou na noite da quarta-feira (7) e não deixou feridos, mascausou prejuízo de R$ 100 milhões, segundo a reitoria. APolícia Federal(PF) investiga se foi um incêndio criminoso.
“São muitos equipamentos, muitos projetos de iniciação científica, mestrado e doutorado. Então a gente tinha ali câmeras de análise tridimensional, de movimento corpotal, mais voltada para a performance humana, comportamento motor e biomecânica, além de esporte, saúde, atividade física, TDAH [Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade], autismo e se perdeu tudo”, disse àTV Globoa professora Melissa Leandro Celestino, do curso de educação física.
O incêndio começou por volta das 19h30 da quarta-feira, masse alastrou rapidamente por conta do tipo de produtos armazenados no prédio. O Corpo de Bombeiros enviou cinco viaturas ao local para combater as chamas, trabalho que foi finalizado às 5h desta quinta-feira (8).Como o fogo voltou a aparecer pela manhã, uma nova equipe de militares foi ao local apagar as chamas remanescentes.
A área mais afetada foi o primeiro andar, onde as chamas se concentraram. Elas atingiram o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine). Atualmente,o local comporta laboratórios de fármacos, informática e genética, além do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica.
O prejuízo estimado pela universidade após o incêndio é de 20 anos de amostras destruídas. "Mas vai dar tudo certo, a gente vai se reerguer", afirmou Melissa.
O professor aposentado da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e ex-aluno da UFPE, Marcos Figueiredo, sentou em frente ao edifício consumido pelas chamas e começou a chorar. Ele estava muito abalado e contou que o prejuízo econômico é grande, mas a perda social é maior.
"A gente não consegue mensurar economicamente, mas é um prejuízo enorme para a sociedade, para o povo pernambucano e para a comunidade acadêmica. O papel da universidade é produzir para a sociedade, e, com esse incêndio, todo esse conhecimento é perdido e não se recupera mais ou vai se recuperar a muito longo prazo. Nós da comunidade acadêmica ficamos enlutados", disse Marcos.
O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, informou àTV Globoque irá se reunir com as equipes laboratoriais afetadas pelo incêndio. “Precisamos sentar com todos os coordenadores dos laboratórios que funcionavam no primeiro andar para fazer uma avaliação adequada dos prejuízos materiais e de outra natureza, para ver como podemos apoiá-los", contou.
Alfredo Gomes também pontuou que o prédio destruído é antigo, como grande parte das 370 edificações da universidade. A Superintendência de Infraestrutura e a Superintendência de Projetos e Obras da UFPE cuidam desse patrimônio e também atuarão no caso, ainda segundo o reitor.
Em nota, a PF informou que:
Terceiro incêndio em uma semana
Este é o terceiro incêndio registrado na UFPE em uma semana (veja vídeo acima). No dia 30 de setembro, chamas se alastraram num laboratório do Departamento de Física. Ninguém ficou ferido. Segundo a instituição, a suspeita é que o fogo tenha sido causado numa câmara de alta temperatura usada para aquecimento de substâncias.
No domingo (4), outro incêndio foi registrado no laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências. Também não houve vítimas.
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Professores choram após incêndio destruir prédio de pesquisas na UFPE; VÍDEO
Profissionais lamentam perda de amostras e pesquisas. Reitor da UFPE informou que vai se reunir com os coordenadores dos laboratórios do prédio destruído para avaliar danos.