Uma operação do Ministério Público de Goiás (MP-GO) foi realizada para apurar fraudes em licitações envolvendo o fornecimento de merenda escolar para a rede estadual de ensino. Ao todo, 110 escolas estaduais da capital eram atendidas pelas empresas investigadas. A operação aconteceu nesta quinta-feira (8) e não teve a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) como alvo.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) realizou a operação com o apoio da Polícia Militar e da Vigilância Sanitária deGoiânia. Como os nomes das empresas não foram divulgadas, og1não conseguiu localizar as defesas delas.
Em nota, a Seduc reforçou que não foi alvo da operação e quechegou a abrir um procedimento administrativo e aplicar sanção a uma das empresas.Também disse que a alimentação escolar foi fornecida e que adota medidas necessárias para garantir a continuidade do serviço, sem afetar os estudantes(leia a nota completa ao final do texto).
De acordo com o MP, as fraudes tiveram início em 2023. De acordo com o órgão, quatro pregões eletrônicos realizados pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) teriam sido fraudados por empresas que se associaram em consórcio e apresentaram propostas cerca de 50% abaixo do valor estimado pela administração.
Com a proposta de preços, o conjunto de empresas venceu 32 lotes da disputa.O valor estimado dos pregões somados era de R$ 25 milhões, mas as licitações foram formalizadas por R$ 12 milhões. O MP destacou que o valor não seria suficiente para cobrir o custo dos produtos e que, para compensar a diferença, o grupo cometia irregularidades na execução dos contratos.
Entre as irregularidades apontadas pelo órgão estavam ofornecimento incompleto dos alimentos, alimentos de baixa qualidade ou impróprios para o consumo, além de duplicidade no faturamento. A investigação também apontou falta de infraestrutura das empresas pela quantidade de contratos.
A própria Seduc chegou a abrir um procedimento administrativo e apurou o prejuízo causado de cerca de R$ 58 mil e aplicou sanções às empresas, mas, segundo o MP, mesmo após as sanções, parte delas passou a atuar por meio de outras empresas.
No total, o Gaeco cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Goiânia,Aparecida de GoiâniaePontalina.Oito pessoas físicas e nove empresassão investigadas na operação.
Ainda de acordo com o órgão, eles devem responder pororganização criminosa, frustração do caráter competitivo de licitações, fraude em licitação ou contrato e falsidade ideológica.
"A Secretaria de Estado da Educação de Goiás esclarece que não foi alvo da Operação Sem Recreio, deflagrada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), e acompanha o andamento das investigações.
A Secretaria informa que os contratos em questão foram executados e que a alimentação escolar foi fornecida aos estudantes. A própria Secretaria instaurou procedimento administrativo e aplicou sanção a uma empresa por descumprimento de exigências contratuais, conforme informado ao Ministério Público.
A Secretaria considera inadmissível qualquer tentativa de fraude no fornecimento da alimentação escolar e permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A pasta também adota as medidas necessárias para garantir a continuidade do serviço, sem prejuízos aos estudantes da rede estadual de Goiânia.
Secretaria de Estado da Educação - Governo de Goiás"
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Operação mira empresas suspeitas de fraudes no fornecimento de merenda em mais de 100 escolas de Goiás
Segundo MP, as fraudes tiveram início em 2023, com empresas se associando para fraudar um pregão. Ao todo, o Gaeco cumpriu 17 mandados de busca e apreensão.