María Corina Machado foi impedida de voltar à Venezuela, diz partido

María Corina Machado foi impedida de voltar à Venezuela, diz partido
Equipe afirma que a líder opositora tentou retornar ao país por mar e por via aérea, mas não conseguiu entrar.
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, fez ao menostrês tentativas frustradas de retornar à Venezuelanas últimas horas, segundo integrantes de sua equipe, enquanto a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, se reunia com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Nova York.

As informações foram divulgadas pela Reuters na noite de terça-feira (22), em meio à movimentação diplomática na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), onde Trump e Rodríguez realizaram seuprimeiro encontrodesde acaptura do ex-presidente Nicolás Maduropor forças americanas em janeiro.

Pedro Urruchurtu, assessor de Machado, afirmou nas redes sociais que astentativas mais recentes ocorreram por mar e por via aérea. Segundo ele, elas fazem parte de umasérie de sete tentativas fracassadasde retorno ao país desde que a oposicionista deixou a Venezuela clandestinamente há cerca de nove meses.

As informações também foram confirmadas por um porta-voz de Machado. A líder opositora não comentou publicamente o caso até o momento.

A notícia surge em um momento de tensão entre parte da oposição venezuelana e o governo dos Estados Unidos. Desde que Delcy Rodríguez assumiu a Presidência interina após a captura de Maduro, Washington tem ampliado o diálogo com Caracas e firmado acordos econômicos com o novo governo.

Na terça-feira,Trump recebeu Rodríguez em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU. Após a reunião, a presidente interina publicou uma foto ao lado do republicano e afirmou que os dois conversaram sobre o fortalecimento das relações bilaterais e o avanço da cooperação em áreas como energia, mineração e segurança.

A aproximação entre Washington e Caracas tem sido alvo de críticas de setores ligados a Machado, que acusam os Estados Unidos de terem reduzido a pressão por eleições livres em troca de acordos comerciais e petrolíferos com o governo interino.

Mais cedo, Trump voltou a classificar Maduro como um"ditador fora da lei"durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU. O presidente americano também exaltou a operação que resultou na captura do ex-líder venezuelano e destacou um acordo petrolífero firmado com Caracas no mês passado.

A visita de Rodríguez aos Estados Unidos tambémprovocou manifestações de opositores.Protestos foram registrados tanto em Nova York quanto em Caracas, com participantes pedindo a realização de eleições livres e criticando a permanência de integrantes do chavismo no poder.

Segundo a Reuters, o Departamento de Estado dos EUA não respondeu de imediato a pedidos de comentário sobre as tentativas de retorno de Machado à Venezuela.

*Com informações da AFP e Reuters.