Copiloto que esfaqueou comandante de voo para Israel havia sido proibido de voar em Omã por visões 'radicais', diz jornal

Copiloto que esfaqueou comandante de voo para Israel havia sido proibido de voar em Omã por visões 'radicais', diz jornal
Segundo o Wall Street Journal, mesmo com a proibição, homem foi contratado pela empresa FlyDubai. Voo foi desviado para a Arábia Saudita, e copiloto foi preso.
O copiloto que esfaqueou o comandante de umvoo da FlyDubaijá havia sido proibido de pilotar em Omã, revelou o jornal Wall Street Journal nesta sexta-feira (2). A proibição foi determinada após autoridades do país identificarem uma possível radicalização ideológica.

Mesmo após a restrição, o piloto foi contratado pela FlyDubai e passou a operar, entre outras rotas, o voo que liga os Emirados Árabes aIsrael. As informações foram obtidas pelo jornal com pessoas familiarizadas com o caso.

Segundo o Wall Street Journal, não está claro se as autoridades de Omã comunicaram a outros países ou companhias aéreas as preocupações sobre o piloto. Também não se sabe que tipo de radicalização teria motivado a proibição.

O caso aconteceu durante um voo da FlyDubai que seguia de Dubai para Tel Aviv, na quarta-feira (30). Ao todo, 174 pessoas estavam a bordo do avião. O voochegou a despencar cerca de 4.300 metrosem 30 segundos.

Quando a aeronave já estava próximo de Israel e sobrevoava a Jordânia, o copiloto esfaqueou o piloto. Segundo as autoridades israelenses, o agressor tentou tomar o controle do avião e queria derrubá-lo. Ele acabou sendo contido por passageiros e tripulantes.

O voo foi desviado e pousou em segurança na Arábia Saudita. O copiloto foi preso edisse que agiu sozinho. As causas do ataque estão sendo investigadas.

O episódio passou a ser tratado como terrorismo por autoridades de Israel e dos Emirados Árabes Unidos. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o agressor havia passado por um processo de radicalização islâmica e que pretendia provocar a queda da aeronave.

Especialistas em segurança da aviação ouvidos pelo Wall Street Journal classificaram o episódio como uma falha significativa de segurança.

Segundo os analistas, mesmo que uma arma tenha conseguido passar pelos controles do aeroporto, uma pessoa considerada uma ameaça deveria, em tese, ser identificada antes de chegar à cabine de um avião.

O ataque também levantou questionamentos sobre a troca de informações entre autoridades de diferentes países e companhias aéreas quando existem preocupações sobre a conduta ou o histórico de um piloto.