Conheça a viela em que não se passa carro, tem um museu a céu aberto e até fralda para pets em Goiânia; vídeo

Conheça a viela em que não se passa carro, tem um museu a céu aberto e até fralda para pets em Goiânia; vídeo
Antigo beco no Setor Marista foi transformado em calçadão arborizado com 47 árvores. Local possui painéis de azulejos sobre a história de Goiás e obras plásticas.
Um beco estreito emGoiâniadeu lugar a um dos refúgios culturais mais peculiares. Localizada no Setor Marista, a Viela 36 foi completamente requalificada e convertida em um calçadão voltado para pedestres, reunindogalerias de arte a céu aberto, sombra de 47 árvores recém-plantadas. O local oferta ainda itens de higiene e até fraldas descartáveis para pets. O espaço é público e gratuito.

O local foi inaugurado no dia 14 de setembro. A mudança do espaço nasceu por meio de um processo formal de adoção de logradouro público junto à Prefeitura de Goiânia, liderado pela cirurgiã plástica Larissa Fernandes e seu marido.

Aog1, Larissa contou que o local oferece atividades pedagógicas para crianças durante a semana e outras atividades ao ar livre ao finais de semana. Oespaço é público e gratuito. Algumas atividades e eventos feitos ao lado da rua são privados e pagos, segundo a médica.

"Tem tour pedagógico para escolas durante a semana. No final de semana, galeria de arte, oficina de desenho, pintura e olaria, danças, corais, música, experiência sensoriais com gastronomia, música, sarau, eventos corporativos e exposição de arte ao ar livre", destacou Larissa.

Para viabilizar o projeto, a via recebeu nivelamento depiso único e bloqueio integral à circulação de veículos automotores, solucionando problemas históricos de descarte clandestino de entulho e insegurança que afastavam a vizinhança.

Ao longo do passeio, a viela funciona como uma galeria viva com obras que homenageiam a cultura goiana e trazem histórias de superação. Na entrada, a escultura em ferro fundido "Gratidão", de cerca de 280 quilos, foi criada pela artista plástica Clea Costa, de 80 anos, antiga moradora que já plantava árvores no local décadas antes do projeto.

Mais adiante, um monumental painel de azulejos assinado pelo ceramista Luiz Olinto narra a trajetória do estado, desde as comitivas de carros de boi e a devoção em Trindade até o traçado modernista e art déco da capital.

A criadora da página Nathalia Souza, contou ao g1 que soube do endereço exatamente pelas postagens na internet e decidiu conferir de perto a novidade. "Acredito que a internet vem democratizando o acesso a informações e divulgações com

Para Nathalia, o maior mérito da intervenção está na recuperação do convívio comunitário em um ponto antes esquecido."Amei o fato de uma viela antes abandonada ter se tornado um espaço de convivência para as famílias, com limpeza, organização e exposições", pontuou.

Ela defende, ainda, que o modelo de requalificação urbana seja replicado em outras regiões da capital:"Espero que esse projeto se estenda por toda a cidade, inclusive aos bairros mais afastados do centro".

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