Oprotesto estudantil que se espalhou pela Françaestá agora "fora de controle", afirmou o chefe da polícia deParisneste sábado (03). Ele pediu queos manifestantes retomassem ações pacíficas e alertou que as autoridadesresponderiam com firmeza a atos de violência e vandalismo.
A polícia de choque entrou em confronto comestudantes do ensino médio em várias regiões do paísna sexta-feira (02).
Sindicatos também convocaram professores para uma greve, enquanto o governo do presidenteEmmanuel Macrontentavaconter os protestos, que se tornaram cada vez mais violentos.
Os estudantes reclamam das condições nas salas de aula e da falta de investimentos na educação. (entenda os motivos dos protestos).
Desde segunda-feira (28),cerca de 5 mil pessoas, a maioria adolescentes, foram presas em todo o país, e dezenas ficaram feridas.
Agathe Foucault, porta-voz da polícia nacional, afirmou à rádio RTL neste sábado (03) quemais de 600 policiais também ficaram feridos.
Professores e outros cidadãos foram atacados, enquantoos prejuízos materiais são estimados em dezenas de milhões de euros.
Em uma carta aberta publicada no X antes dos novos protestos previstos para a próxima terça-feira (06), o chefe da polícia deParis, Patrice Faure, afirmou que aqueles que deram início ao movimento já não tinham controle sobre ele.
Elepediu aos estudantes que abandonassem os bloqueios nas escolas e os atos de violênciae adotassem formas pacíficas de manifestação.
"É hora de voltar a formas pacíficas de ação", escreveu Faure. Ele também afirmou que os pais têm a responsabilidade de afastar os filhos do que classificou como a influência de "manifestantes profissionais" e de seus apoiadores.
Os sindicatos estudantis convocaram uma mobilização nacional para terça-feira (06). Autoridades de segurança temem que um ato organizado no centro deParis, em particular, provoque novos episódios de violência.
Há também preocupação de que grupos anarquistas de extrema esquerda se apropriem do movimento.
Os estudantes que bloqueiam as escolas de ensino médio protestam contra a superlotação das salas de aula, a falta frequente de professores e as condições precárias das instalações.Eles atribuem os problemas a anos de falta de investimentos na educação.
Chefe da polícia de Paris afirma que protesto estudantil está fora de controle
Protestos estudantis se espalham pela França em meio a confrontos com a polícia, enquanto sindicatos convocam greve e autoridades alertam para novos episódios de violência.