Caiado volta a criticar cancelamento de debate e diz que STF e TSE 'extrapolaram'

Caiado volta a criticar cancelamento de debate e diz que STF e TSE 'extrapolaram'
Candidato do PSD à Presidência afirmou que decisões do Judiciário prejudicaram a disputa eleitoral e impediram a apresentação dos planos de governo aos eleitores. Declaração foi dada durante agenda em Goiânia.
Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência da República, voltou a criticar, nesta sexta-feira (2), ocancelamento do debateda Globo, após a emissora receber duas notificações de decisões judiciais que interferiam nas regras previamente acordadas. Para ele, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) extrapolaram suas competências.

"Negaram a mim e a todos que lá estavam poder levar o seu plano de governo pra população, pra população poder escolher o seu candidato, poder saber o que ele pode fazer pelo Brasil, poder mostrar pro Brasil o que eu fiz no estado de Goiás e o que nós podemos fazer pelo país. [...] O Supremo extrapolou, o Tribunal Superior Eleitoral extrapolou."

A declaração foi dada durante caminhada pela Região da 44, em Goiânia. O debate presidencial da TV Globo, que estava marcado para a noite da última quinta-feira (1º), foi cancelado poucas horas antes do início, após a emissora receber duas decisões judiciais. Uma delas, da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendeu a um pedido da coligação de Lula (PT) para vetar o púlpito vazio e as perguntas direcionadas ao candidato ausente. A outra, do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tratou de um pedido do Solidariedade sobre a participação de Renan Santos (Missão).

Segundo Caiado, todos os participantes haviam assinado um documento em que aceitavam as regras do encontro.

"O que nós vimos ontem é a negação de uma campanha eleitoral. É colocar a democracia em risco. É numa atitude irresponsável de quem se negou a participar, em todos eles terem assinado um documento que aceitavam as regras que foi ali colocada e que de repente, na última hora, virou uma decisão do Judiciário em querer decidir no Brasil quem deve ser presidente da República", salientou.

Caiado critica juros e endividamento do comércio

Durante a visita, Caiado também criticou a situação do comércio e afirmou que empresários estão endividados em razão das taxas de juros.

“Isso aqui, o que estão fazendo com o varejo no Brasil, é um crime. Essas pessoas estão endividadas. Não adianta desenrolar 1, 2 e 3, se não derrubar a taxa de juros. Nós estamos falindo aqueles que mais empregam no Brasil”, afirmou.

O candidato disse ainda ter ouvido de comerciantes nos dois estados relatos de que empresas estariam sendo transferidas para o Paraguai.

“Eu ouvi isso aqui na 44, eu ouvi no 15 de março, eu ouvi no Brás. As pessoas dizendo que o governador, nós já estamos mudando para o Paraguai. Então essa é uma política populista e irresponsável”, declarou.

Proposta para a economia

Caiado afirmou que, caso seja eleito, pretende adotar uma política econômica diferente da atual e citou como referência medidas adotadas durante sua gestão em Goiás.

“Eu quero voltar o dinheiro para o investimento, não para a agiotagem. É exatamente isso que é construir um país. É isso que nós fizemos em Goiás. É exatamente o que nós vamos fazer no Brasil. Essa é a responsabilidade que um presidente da República tem. Não é de medidas populistas que estão envenenando o emprego e levando todo mundo para a informalidade”, completou.

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