Após diagnóstico de síndrome ligada ao câncer, Isabel Teixeira optou pela retirada preventiva das mamas

Após diagnóstico de síndrome ligada ao câncer, Isabel Teixeira optou pela retirada preventiva das mamas
Atriz descobriu a síndrome de Li-Fraumeni em 2019, após histórico de câncer na família. Condição é causada por uma alteração no gene TP53 e pode ser transmitida de pais para filhos.
Ao descobrir que carregava uma alteração genética que aumenta o risco de desenvolver câncer ao longo da vida, a atriz Isabel Teixeira decidiu tomar uma série de medidas preventivas. Entre elas, a retirada das mamas mesmo sem apresentar a doença. A cirurgia foi uma das estratégias adotadas após odiagnóstico da síndrome de Li-Fraumeni.

A condição é causada por uma mutação no gene TP53, responsável por atuar como uma espécie de "guardião" contra falhas na multiplicação celular. Quando esse mecanismo de proteção não funciona corretamente, cresce a probabilidade de surgirem tumores em diferentes órgãos.

O alerta para a atriz veio da própria história familiar. A mãe morreu vítima de câncer em 2006. Um ano antes, a avó também havia morrido pela doença. Diante desse histórico, Isabel Teixeira decidiu investigar a possibilidade de existir uma predisposição genética hereditária.

"Num primeiro momento, eu fiquei sem chão", recordou a atriz ao falar sobre o resultado do exame.

Após receber o diagnóstico, a atriz adotou uma série de mudanças na rotina. Parou de fumar, deixou de consumir bebidas alcoólicas, passou a praticar atividades físicas regularmente e optou pela cirurgia preventiva nas mamas.

A decisão foi tomada para reduzir os riscos associados à síndrome, que pode favorecer o surgimento de diversos tipos de câncer ao longo da vida.

Pouco tempo depois, surgiu outra preocupação. Os filhos também poderiam ter herdado a mutação genética. O resultado mostrou que apenas a filha recebeu a alteração.

"Meu filho deu negativo e minha filha deu positivo. Também é um outro choque", contou.

A prevenção como aliada

Especialistas destacam que o diagnóstico da síndrome não representa uma sentença de doença. O objetivo é identificar pessoas com maior risco para oferecer acompanhamento contínuo e possibilitar a detecção precoce de eventuais tumores.

Segundo a médica Maria Isabel, o conhecimento sobre a condição permite agir antes do aparecimento dos sintomas e ampliar as chances de sucesso no tratamento.

A própria atriz diz que aprendeu a conviver com essa perspectiva. Embora reconheça a possibilidade de desenvolver câncer no futuro, afirma que o medo não a paralisa.

"Talvez eu tenha câncer. Esse é um medo que não me paralisa, porque eu acredito que a prevenção também é cura", afirmou.

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